quarta-feira, 27 de maio de 2015

História Bizarra: Eyeless Jack

Olá, meu nome é Mitch. Estou aqui para relatar a vocês sobre uma experiência que tive. Não sei se isso foi paranormal ou qualquer outro nome que as pessoas usam para descrever fenômenos sobrenaturais, mas depois que aquela coisa me visitou, eu acredito em qualquer lixo paranormal.
Uma semana depois que fui morar com meu irmão, Edwin, assim que minha casa foi vendida, eu terminei de desempacotar meus pertences. Edwin gostou da ideia de eu ir morar com ele, afinal, passei 10 anos sem vê-lo, então também estava animado. Eu logo terminei de arrumar meu quarto e adormeci em minha cama.
Tudo corria normalmente, porém, uma semana após a minha mudança, ouvi alguns barulhos vindos da minha janela. Logo pensei que era apenas um guaxinim qualquer, então ignorei e voltei ao meu sono. Na manhã seguinte, conversei com Edwin sobre isso, e ele disse que era normal.
Na noite seguinte eu ouvi o barulho de minha janela abrindo e um estrondo. Parecia que alguém havia entrado no meu quarto e se esborrachado no chão. Pulei para fora da cama e olhei em volta, mas não vi nada. Simplesmente voltei a dormir, afinal, deve ter sido apenas minha imaginação. Assim que acordei, fui para a cozinha e quando meu irmão me viu, arregalou os olhos, largou a xícara de café e foi correndo no banheiro pegar um espelho. Quando eu vi meu reflexo naquele objeto, fiquei totalmente espantado : havia um corte enorme em minha bochecha esquerda.
Edwin me levou para o hospital, e meu médico disse que devo ter sido vítima de sonambulismo, porém, ele mostrou algo que fez meu sangue esfriar. Ele levantou minha camisa para revelar-se uma incisão costurada onde meus rins estavam. Comecei a ofegar e meus olhos estavam arregalados de pavor. “ Você de alguma forma perdeu seu rim esquerdo na noite passada. Nós não sabemos como. Desculpe-me, Mitch. “ o médico disse.
A noite seguinte foi o meu ponto de ruptura. Cerca de meia-noite, eu acordei e me deparei com uma visão verdadeiramente horrível. Eu estava olhando cara a cara com uma criatura bizarra. Usava um capuz preto e uma máscara azul escuro, sem nariz ou boca olhando para mim. A coisa que mais me assustou foi que no lugar dos olhos, haviam apenas duas órbitas negras e vazias. A criatura também tinha alguma substância negra escorrendo de seus “ olhos “. Peguei uma câmera que estava nas proximidades de minha cama e tirei uma foto. Após tomar a imagem, a coisa pulou em cima de mim e tentou abrir meu peito com uma garra, com a finalidade de chegar aos meus pulmões. Eu me defendi chutando-o no rosto. Corri para fora do meu quarto desesperado, aquela criatura ia arrancar todos os meus órgãos. Disso eu tinha certeza.
Fui para fora da casa do meu irmão, indo em direção à escuridão. Finalmente acabei numa floresta perto da casa de Edwin. Tropecei em algo e cai inconsciente no chão.
Acordei no hospital, ainda espantado com a situação. O médico que havia me tratado antes entrou no quarto com alguns papéis em mãos. “ Eu tenho duas notícias para você, Mitch.
Uma é boa e a outra é péssima. “ ele dirigiu seus olhos para mim. “ A boa notícia é que você teve ferimentos leves, e seus pais estão vindo para buscá-lo. “ Suspirei de alívio ao ouvir. “ A má notícia é que seu irmão foi morto. A causa da morte é desconhecida … Sinto muito. “
Meus pais me levaram de volta para a casa de Edwin para recolher os meus pertences restantes. Ao entrar no meu quarto, tive uma imensa sensação de medo, mas tentei manter a calma. Recolhi uma caixa e minha câmera que estava jogada no chão ao lado da cama e saí do cômodo. No corredor que leva para o aposento, vi o corpo de meu irmão estendido no piso e algo pequeno ao lado do mesmo. Peguei aquela coisa sem nem mesmo saber o que era e sai da casa, entrando no carro do meu pai. Preferi não mencionar sobre o corpo de Edwin, então suspirei e levei minha atenção até aquela coisa que eu tinha pego. Quase vomitei ao ver aquilo. O que eu estava segurando era o meu rim roubado, que estava mordido e com alguma substância negra sobre ele.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A Mágica

Você já leu alguma coisa e gostou tanto que desejou nunca ter lido só pra poder ler de novo pela primeira vez? A primeira vez é magica, certo? Não importa quantas vezes mais você leia algo, nunca será tão bom quanto.
Essa é a sua chance de ler algo realmente incrível pela primeira vez. Você só terá essa chance, então não estrague-a. Eu quero que você entenda a maioria das coisas, então terá de confiar em mim. Faça exatamente o que eu mandar.
Se você não está sozinho agora então coloque isto de lado imediatamente. A Mágica - a verdadeira mágica - é tímida. Não vai funcionar se você estiver lendo isso numa cafeteria lotada ou sentado em um trem.
Só leia a partir daqui se você estiver sozinho.
Ótimo. Já começamos.
Agora eu preciso que você faça mais algumas coisas pra mim - algumas coisas pequenas. Pense nisso como um manual de instruções, um processo que você precisa seguir se quer que algo funcione. Não quero parecer mandão ou insistente. Só quero que isso dê certo para você.
Vá para algum lugar onde você pode fechar a porta e ler isso sem ser interrompido. Não importa onde - seu quarto serve, ou um banheiro. Qualquer lugar que você possa ir sem ter alguém por perto. E como eu disse antes, feche a porta.
Talvez alguns de vocês estejam lendo isso mas não estão seguindo as instruções. Você não deseja participar? Eu lhe garanto, é melhor ser parte disto do que simplesmente ser tirado da mágica por alguém. Mas não deve ser tarde demais. Não posso prometer nada, mas se você for para algum lugar quieto agora e fechar a porta... Verei o que posso fazer.
Bem, aqui estamos nós. Ou melhor dizendo, aí está você. Espero mesmo que você esteja gostando. Eu sei que nada aconteceu ainda, mas você não está ansioso? Sua curiosidade não está ficando cada vez maior? Aproveite. Esta é a única vez em que você vai sentir o que está sentindo agora. A maravilha que está para acontecer, as meia-conclusões que você já deve ter feito - tudo isso só pode acontecer uma vez, só pode acontecer agora, só pode acontecer esta primeira vez.
Um pouco da mágica já começou. Você está sozinho em uma sala, claro, mas ao mesmo tempo está se unindo à todas as outras pessoas que já fizeram isso antes de você, e todos aqueles que farão isso depois de você. Você pode sentí-los? Talvez esteja se sentindo um pouco idiota, ou talvez privilegiado. Você é parte de uma multidão invisível, unida fora do tempo, lendo as mesmas palavras.
Não se preocupe, este não é o clímax, e certamente não é uma piada. Não estou aqui para perder seu tempo com conversas sobre metafísica. E para provar isto, vamos seguir adiante.
Acredito que tenha uma luz na sala que você escolheu senão não teria como ler isto, certo?
Vamos lá, você pode me responder se eu lhe perguntar algo! Na verdade, você precisa me responder se você quer que isso funcione. Vou perguntar de novo. E desta vez, responda.
Alto e claro, não tenha medo. Só diga “Certo”.
Agora, vamos todos participar. Tudo que eu quero é uma palavrinha falada em troca de todas as palavras que lhe dei até agora. Lembre-se, eu estou fazendo isso por você - está é sua única chance e eu quero que funcione.
Responda à minha pergunta.
Muito bem! Você deve ter se sentido meio bobo por dizer em voz alta mas não tem ninguém aí para te ouvir e que mal pode ter sido feito? Agora você pode continuar a aproveitar, sabendo que você seguiu as instruções perfeitamente. E quando você segue as instruções perfeitamente, as coisas tendem a funcionar.
Faça o que for possível para deixar seu quarto o mais escuro possível, deixando apenas o suficiente para que você possa ler estas palavras. Feche as cortinas, apague a luz e ligue uma luminária. Melhor ainda, acenda uma vela ou leia com a chama de um isqueiro. Eu odeio ter que ficar repetindo, mas vai ser melhor se você fizer o que eu digo. Seria uma tristeza se perder agora que você já chegou tão longe.
Permita-me descrever o cenário. É meio estranho, não é? Devemos ter um momento para considerar? Normalmente, quando você lê alguma coisa, a cena é descrita para que se possa imaginar, mas aqui está você lendo sua própria cena, na qual você está sentado em uma sala escura, sozinho, lendo o que quer que tenha te trazido para esta mágica. Que colocações poderosas! Quando você era pequeno, já se imaginou sendo um personagem de um livro ou filme e que milhões de pessoas liam sobre você e viam seus feitos? Talvez a intenção era que fosse real?
Digo que não se preocupe, está não é a mágica de que lhe falei antes.
Isso, aproveite o momento. Aqui vai. Aqui vai a mágica.
Agora, rapidamente, levante-se de sua cama, cadeira, ou lugar contra a parede. Levante-se e ande até a porta que você fechara há alguns minutos atrás. Coloque seu ouvido contra a porta e escute. Prenda sua respiração.
Bem, me pergunto se você consegue me ouvir.
Ok, vamos expandir a cena que descrevi um momento atrás. Você lembra, aquela com você lendo numa sala escura. Sim, bem, fora daquela sala, do outro lado da porta fechada, alguém que você não pode ver está parado ali. Sou eu. Me pergunto se você consegue adivinhar meu nome. Uma pequena parcela do se subconsciente já deve ter registrado as primeiras letras dos últimos cinco parágrafos que você leu e o que eles soletram. É o mais perto que tenho de um nome.
Você pode me ouvir respirar? Não? Talvez eu esteja prendendo minha respiração também, com a orelha pressionada contra a porta, tentando ouvir você.
Ou provavelmente há um último passo, uma última instrução que você precisa seguir para fazer esta mágica funcionar.
Me convide para entrar.
Vamos lá, não reclame! Você já falou comigo antes quando respondeu minha pergunta sobre a luz. Tudo que você precisa fazer é me deixar entrar. Veja bem, eu sei que você está aí, sozinho no escuro. E tudo que eu quero provar é que a mágica funciona.

Branco com vermelho

Um homem foi a um hotel e caminhou até a recepção para o check-in. A mulher na recepção deu-lhe a chave e disse-lhe que, no caminho para o quarto, havia uma porta com nenhum número que estava trancada e que não havia ninguém lá. Ela explicou que era um armazém, e que estava fora dos limites. Ela lembrou-lhe isso várias vezes antes de permitir que ele subisse. Assim, ele seguiu as instruções da mulher da recepção do hotel, indo direto para o seu quarto, e foi para a cama. No entanto, a insistência da mulher havia despertado sua curiosidade, por isso na noite seguinte, ele caminhou pelo corredor até a porta e tentou girar a maçaneta. Com certeza ela estava trancada. Ele se abaixou e olhou através do amplo buraco da fechadura. O ar frio passou através dele, gelando seu olho.
O que ele viu foi um quarto do hotel, como o seu, e no canto estava uma mulher cuja pele era incrivelmente pálida. Ela estava com a cabeça inclina apoiada na parede, de costas para a porta, olhando para a janela. Ele olhou confuso por um tempo, seria esta uma celebridade? A filha dos proprietários? Ele quase bateu na porta, por curiosidade, mas decidiu não o fazer. Enquanto ele ainda estava olhando, a mulher virou-se bruscamente e ele, num susto, saltou para trás da porta, esperando que ela não suspeitasse de que havia sido espionada. Ele se arrastou para longe da porta e caminhou de volta para seu quarto. No dia seguinte, ele voltou para a porta e olhou pelo buraco da fechadura novamente. Desta vez, tudo o que ele viu foi a vermelhidão. Ele não podia fazer nada de fora, além de ver uma cor vermelha característica, imóvel. Talvez os moradores da sala soubessem que ele estava espionando na noite anterior, e tinham bloqueado o buraco da fechadura com algo vermelho. Ele se sentiu envergonhado por ter feito a mulher ficar tão desconfortável, e esperava que ela não tivesse feito uma reclamação com a mulher da recepção.
Nesse ponto, ele decidiu consultar ela para obter mais informações. Depois de um interrogatório suave e a promessa de que a explicação seria ir mais longe do que ele, ela finalmente disse, com o semblante mais sério: "Bem, eu poderia muito bem lhe dizer a história do que aconteceu naquele quarto. Há muito tempo atrás, um homem assassinou sua esposa lá e depois cometeu suicídio... E descobrimos que mesmo agora, as pessoas ficam desconfortáveis em ​​ficar nesse quarto. Mas aquelas pessoas não eram pessoas comuns. Eles eram todo brancos, com exceção de seus olhos, que eram vermelhos ".